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A nova cara da música alternativa é feminina

Wet Leg

Nos últimos anos, a música alternativa vem passando por uma transformação profunda. Um espaço que por décadas foi dominado por homens agora encontra novas protagonistas: as mulheres.

O que parecia um cenário desgastado ganhou fôlego, cor e intensidade graças à criatividade, à ousadia e à força feminina. Hoje, os trabalhos mais inovadores, seja na sonoridade, na estética ou nas letras, têm mulheres no comando.

No Grammy internacional de 2025, por exemplo, a estrela foi St. Vincent, que levou três prêmios, incluindo Melhor Álbum Alternativo e Melhor Música de Rock com All Born Screaming. Além disso, a cantora brilhou nos palcos sendo headliner de festivais famosos, como o Popload, realizado em São Paulo durante o mês de maio.

Outro destaque é o duo britânico Wet Leg, sendo a nova cara do rock alternativo. No segundo álbum, Moisturizer (2025), as artistas mostraram evolução estética sem perder a identidade sonora, consolidando o protagonismo feminino no gênero.

No punk, Amyl and the Sniffers segue como um dos grupos mais elétricos da atualidade. Com a presença magnética de Amy Taylor, a banda lota festivais ao redor do mundo e passou recentemente pelo Brasil em turnê junto ao The Offspring.

Junto às bandas lideradas por mulheres, os grupos totalmente femininos também estão dando um novo rosto à música alternativa. Selecionamos cinco que você precisa conhecer:

The Last Dinner Party (UK)

Com estética medieval e shows teatrais, o grupo britânico mistura guitarras, harpas e flautas em performances intensas lideradas por uma frontwoman que transforma cada show em uma experiência única. Em 2024, o grupo lançou Prelude to Ecstasy, um dos álbuns mais celebrados do ano, e recentemente passaram pelo C6 Fest, reforçando seu lugar como uma das bandas femininas mais promissoras do momento.

Fin Del Mundo (ARG)

Quarteto argentino que construiu sua identidade entre o post-rock e o dream pop, o Fin Del Mundo se tornou referência na cena alternativa latino-americana. A sonoridade etérea e melódica levou o grupo a vários festivais pelo mundo, incluindo o Se Rasgum, em Belém, e a Virada Cultural, em São Paulo, consolidando a força das mulheres no cenário indie em espanhol.

Hinds (ESP)

Formada em Madri em 2011, a Hinds começou como duo e logo cresceu para quarteto, conquistando destaque no indie rock global. Conhecida pela mistura de letras em espanhol e inglês, a banda lançou quatro discos, sendo o mais recente em 2024, com colaborações de Beck e Grian Chatten (Fontaines D.C.). Um exemplo sólido do protagonismo feminino no rock alternativo.

The Mönic (BR)

O quarteto The Mönic une indie rock e hardcore com atitude. Em atividade desde 2018, o supergrupo já abriu shows para Garbage e L7, nomes históricos do rock feminino. A banda toca no festival Se Rasgum, em Belém, no dia 6 de setembro, com participação da paraense Keila Gentil.

The Linda Lindas (EUA)

Fenômeno do pop punk, o The Linda Lindas surgiu em 2018 formado por quatro adolescentes de Los Angeles. Após aparecerem na trilha do filme Moxie (Netflix), conquistaram projeção mundial. Em turnê, dividem agora o palco com Iggy Pop, Jack White e Sex Pistols no festival CBGB, em Nova York.

O futuro da música alternativa tem nome, rosto e voz, e elas são mulheres. Das guitarras distorcidas ao dream pop etéreo, dos palcos de Belém às arenas de Nova York, são elas que estão redefinindo os rumos do gênero.

Foto: Andy Ford (NME)


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